domingo, 11 de junho de 2017

Oficial da PM matou esposa com 4 tiros na cabeça, em Barreirinhas 


A população de Barreirinhas acordou na manhã deste domingo com a notícia de uma verdadeira tragédia envolvendo o tenente-coronel Miguel Gomes Neto, ex-comandante do 15º BPM de Bacabal, e sua esposa, a agente penitenciária Clodiany Carvalho Garcia, 37 anos (leia mais).
Em meio a uma situação de violência doméstica, com denúncia de cárcere privado, Gomes Neto descarregou uma pistola na mulher, atingindo-a com seis tiros (quatro na cabeça) dentro de uma viatura da PM, e em seguida se suicidou com um tiro na cabeça. Clodiany ainda foi levada para o Hospital Regional de Barreirinhas, mas já chegou sem vida.
O assassinato seguido de suicídio aconteceu na residência do militar, no Bairro Francelina, para onde a polícia foi chamada para uma situação de violência doméstica com cárcere privado.
Um dos PMs que participou da diligência – eram dois soldados – disse que a situação na casa era tensa e que eles chegaram a tomar o revólver do ex-comandante e levar a esposa para a viatura. O militar reformado, então, dirigiu-se até seu veículo, pegou uma segunda arma – uma pistola – e foi até a viatura, que fazia uma manobra para sair, pois estava sendo obstruída por um outro veículo.
Gomes Neto se aproximou da viatura com uma sacola, como se fosse entregá-la à mulher. No momento que ela baixou o vidro para pegar a sacola, ele efetuou os disparos, descarregando a pistola, para em seguida se matar com um tiro na cabeça. Os dois PMs nada puderam fazer, pois um estava ao volante, fazendo a manobra, e o outro orientando.

sábado, 10 de junho de 2017

Por 4 votos a favor e três contra, Tribunal Superior Eleitoral rejeita cassação da chapa Dilma-Temer na eleição de 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu nesta sexta-feira (9), por 4 votos a 3, a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014.

A maioria dos ministros considerou que não houve lesão ao equilíbrio da disputa e, com isso, livrou Temer da perda do atual mandato e Dilma da inegibilidade por 8 anos. O voto que desempatou o julgamento foi o do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, o último a se manifestar.

A ação julgada pelo TSE foi apresentada pelo PSDB após a eleição de 2014 e apontava mais de 20 infrações supostamente cometidas pela coligação "Com a Força do Povo", encabeçada por PT e PMDB.

A principal era a suspeita de que empreiteiras fizeram doações oficiais com o pagamento de propina por contratos obtidos na Petrobras, além de desvio de dinheiro pago a gráficas pela não prestação dos serviços contratados.

Além da perda do mandato e da inegibilidade de Dilma e Temer, o PSDB reivindicava na ação que os candidatos derrotados Aécio Neves e Aloysio Nunes fossem empossados presidente e vice.

O julgamento da chapa, que começou em abril deste ano, foi retomado nesta semana com os votos do relator, Herman Benjamin, e dos demais ministros da Corte. Também se manifestaram os advogados das partes (defesa e acusação) e o Ministério Público Eleitoral.

Voto a voto

Confira abaixo como votaram os ministros do TSE:

CONTRA A CASSAÇÃO
* Napoleão Nunes Maia
* Admar Gonzaga
* Tarcísio Vieira
* Gilmar Mendes

A FAVOR DA CASSAÇÃO
* Herman Benjamin (relator)
* Luiz Fux
* Rosa Weber
Voto do relator

Condutor do processo e relator do caso, o ministro Herman Benjamin apontou sete fatos que, sob sua análise, demonstram o abuso de poder na campanha:

* A coligação foi abastecida com recursos de propina acumulada ao longo do tempo doada por empreiteiras em troca de contratos na Petrobras;

* Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura receberam pagamentos do estaleiro Keppel Fels por contrato para construção de navios-sonda;

* A empresa Sete Brasil repassou propina para o PT, que usou os recursos para abastecer a campanha de 2014;

* A Odebrecht disponibilizou para a campanha R$ 150 milhões, acumulados desde 2009 numa conta mantida a pedido dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega;

* A coligação comprou, por cerca de R$ 25 milhões, apoio de quatro partidos para aumentar o tempo de TV na propaganda eleitoral;

* Pagamentos da Odebrecht para o casal de marqueteiros em conta na Suíça e em espécie de forma não declarada;

* Pagamento de R$ 56 milhões a três gráficas que não teriam comprovado a prestação de todos os serviços contratados, indicando desvio de parte do dinheiro.

Benjamin desconsiderou em seu voto outras cinco infrações que não estavam no pedido inicial do PSDB, mas que, para ele, foram comprovadas ao longo da apuração.

Tais irregularidades incluíam:

* repasses da cervejaria Petrópolis à campanha a pedido da Odebrecht, chamado "caixa 3";
* propina na campanha oriundo de desvios nas obras da Usina Angra 3;
* propina na campanha a partir de desvios na Usina Belo Monte direcionada ao PMDB;
* pagamento via caixa 2 a Mônica Moura e João Santana pelo empresário Eike Batista, a pedido de Mantega;
* pagamento da Gráfica Atitude pela Setal.

Durante o voto, que durou quase 14 horas ao longo de quatro dias, o ministro insistiu que limitou a investigação às suspeitas levantadas pelo PSDB na ação inicial, inclusive ao tomar depoimentos de executivos da Odebrecht que fizeram delação premiada. Argumentou ainda que, como juiz eleitoral, tinha poderes para ir além, mas não usou dessa prerrogativa.

Voto de desempate
O placar favorável a Temer e Dilma só foi confirmado no voto do presidente do TSE, Gilmar Mendes, a quem coube desempatar o julgamento.

No voto, o ministro disse que cassação de mandato só deve ocorrer em "situações inequívocas" e que o tribunal não existe para resolver crise política, argumentando em favor da "estabilidade".

"Não se substitui um presidente da República a toda hora. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito dos valores das nossas decisões. Mas é muito relevante. A cassação de mandato deve ocorrer em situações inequívocas", afirmou.

O ministro disse que os fatos apurados no processo poderiam contaminar disputas realizadas desde 2006, que elegeram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e depois deram a Dilma seu primeiro mandato.

O ministro disse querer o combate à corrupção, mas defendeu para isso uma reforma no sistema político.

Quanto às acusações, Gilmar Mendes considerou que o processo extrapolou o que havia inicialmente na ação do PSDB, com a inclusão de depoimentos de executivos da Odebrecht.

A ação julgada

A sentença do TSE põe fim à novela política que se transformou a ação apresentada pelo PSDB, em 2014, que pedia a cassação do mandato de Dilma e de Temer.

O processo foi protocolado dois meses depois de os senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP) terem sido derrotados na eleição.

Principal partido da oposição ao governo Dilma, o PSDB se tornou o principal aliado de Temer, ao lado do PMDB.

Os tucanos, que há três anos pediram a cassação da chapa, comandam atualmente os ministérios das Relações Exteriores (Aloysio Nunes), das Cidades (Bruno Araújo), da Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy) e dos Direitos Humanos (Luislinda Valois).

Números do processo

Primeira ação julgada pelo TSE para analisar a cassação de um presidente da República, o processo acumulou mais de 8,5 mil páginas.
Da apresentação das ações, em 2014, até o sentença final se passaram quase dois anos e meio.
Nesse período, o tribunal eleitoral ouviu 62 testemunhas em cinco estados e no Distrito Federal e realizou duas acareações para tentar esclarecer contradições em fatos relatados por delatores.

Rememore o julgamento

A análise da ação que pedia a cassação do mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma teve início em 4 de abril. Na ocasião, o julgamento foi adiado, logo no primeiro dia de atividades.

Para atender a solicitações do Ministério Público e dos advogados das partes, os ministros do TSE decidiram reabrir a etapa de coleta de provas, ouvir novas testemunhas e dar prazo adicional para as defesas entregarem as alegações finais (documento com as últimas manifestações sobre o caso).

O julgamento foi retomado na última terça (6), depois de um intervalo de dois meses - período em que terminaram os mandatos de dois integrantes do tribunal (Henrique Neves e Luciana Lóssio), substituídos por magistrados indicados pelo presidente Michel Temer (Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira), conforme determina a Constituição.

A análise da ação foi encerrada nesta sexta, em uma sessão na qual o relator concluiu a leitura de uma versão resumida de seu voto de 1.080 páginas.

Após a leitura, os outros seis ministros do tribunal apresentaram os votos e, então, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, proclamou o resultado, absolvendo a ex-presidente e o atual presidente da República.

Fonte: Por Renan Ramalho, Fernanda Calgaro, Fabiano Costa

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Movimento quer cassar Titulo de Cidadão Caxiense do governador Flávio Dino  


Se vingar o governador Flávio Dino deve perder o título de cidadania caxiense nos próximos dias, a ideia partiu de um grupo de políticos com e sem mandato de Caxias indignados com o tratamento que o comunista vem dando a cidade.

Esse grupo de políticos alega principalmente que a parte do setor de Saúde de Caxias vem passando por muitas dificuldades e mesmo com a interferência de várias pessoas no sentido de ajudar e foram até o governador Flávio Dino e à alguns de seus auxiliares nada tem sido feito por parte do governo.

Flávio Dino recebeu o título de cidadania caxiense concedido pela Câmara Municipal quando ainda estava iniciando a carreira política e foi de autoria do então vereador Fábio Gentil que hoje é o prefeito da cidade.

Água Para Todos começa a ser implantado em Aldeias Altas 

Na manhã desta quarta-feira (07), a cidade de Aldeias Altas recebeu a visita da equipe responsável pela implantação do novo sistema de abastecimento de água do município



A equipe composta por representantes do Governo do Estado, CAEMA, engenheiros, empreiteira que irá realizar as obras, e a equipe do BNDES, que fiscalizará as obras no município, chegaram logo cedo em Aldeias Altas.

Um café da manhã, foi oferecido para a equipe. Na oportunidade o prefeito Zé Reis, falou das necessidades da população. Logo em seguida o gestor mostrou no mapa, os bairros que precisam da nova rede de abastecimento de água, sem falar no centro da cidade que também irá receber encanações novas, o que garantirá abastecimento de água para toda a população aldeense.


O projeto inicial do novo sistema de abastecimento de água de Aldeias Altas, foi levado para o governo estadual ainda em 2010, quando o então prefeito Zé Reis, sabendo das necessidades da nossa população formou uma caravana com vereadores e representantes da comunidade, para levarem à São Luis, o pedido de melhorias na rede de abastecimento de água no município. E agora em 2017 com a implantação do programa mais IDH pelo governador Flavio Dino, o projeto foi finalmente tirado da gaveta, atualizado, e está a partir de agora sendo posto em prática.  


NOVO SISTEMA:
A água de todos os poços artesianos da cidade será direcionada para reservatórios centrais em três estações diferentes na cidade, cada reservatório ficará responsável pelo abastecimento de uma área determinada, diferentemente de hoje onde as bombas despejam a água diretamente na encanação, assim as casas que ficam em pontos mais altos da cidade acabam não recebendo água, e isso vai ser mudado. 


Aldeias Altas terá um investimento que pode chegar a R$6 milhões de reais, que é o maior investimento até agora na rede de águas de um município realizado pelo governo do estado do Maranhão.

O prefeito Zé Reis, agradeceu ao governador Flavio Dino, "Logo teremos água para todos, graças a dedicação do nosso governador e parceiro Flavio Dino. Uma parceria com o governo municipal, que tem dado grandes conquistas a nossa cidade, e esses R$ 6 milhões de reais, irão mudar a nossa realidade atual. Parabéns governo do estado, por esse grande investimento para nossa comunidade, e muito obrigado Flavio Dino, pelo carinho e parceria com o governo Forte é o Povo".


Na parte da tarde a reunião, aconteceu com os vereadores na Câmara Municipal, onde o projeto foi mais uma vez apresentado, e todas as duvidas foram tiradas. 

O presidente da Câmara, vereador Jaílson Paiva, destacou a grande importância da obra para a população de Aldeias Altas, e garantiu apoio total ao projeto, junto com os demais vereadores do parlamento. 

fonte e fotos: Blog do Adriano Loura 
  

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Largo de São Sebastião 

O Largo de São Sebastião. A esquerda o Ginásio João Castelo e a direita a capela de São Sebastião  
No momento em que parte da sociedade se propõe a debater a polêmica construção um Santuário a Nossa Senhora das Graças ao lado das ruínas do antigo Quartel, descaracterizando seu entorno de história e lutas, a quase cinquenta anos algo parecido aconteceu em Caxias em outro local importante onde se travou uma batalha na Balaiada: o largo de São Sebastião.
Em um artigo para o jornal Folha de Caxias em 1970, o cronista Hélio B. Nogueira denuncia o loteamento do largo, o que apagaria seu legado histórico.
Abaixo a integra do artigo se respeitando a grafia e pontuação da época:
“1839. Caxias sitiada pelos rebeldes Bentevis. Grupos heterogêneos de lavradores, professores, juízes, advogados, fazendeiros, poetas, religiosos, militares, comungados no propósito de afastar o português, que, apesar de proclamada a Independência, continuava dando as cartas na Província Resistência heroica dos sitiados. Um comício no largo da igreja dos Remédios, dispôs os homens nos corpos de infantaria, esta última constituída de dois velhos canhões instalados nos fundos da Igreja de São Benedito. As mulheres, formam o Corpo Auxiliar. Cria-se um hospital de sangue, no largo da Igreja do Rosário.
Afinal, onde, hoje, se estende o Largo de São Sebastião, a batalha maior, decisiva. Um dia inteiro de luta: A tiro, a faca, a pai, a soco. Ninguém ousa retirar os cadáveres acumulados. E, a noite, cede a resistência dos defensores. Emissários consultam os chefes rebeldes sobre as condições de rendição. Poucas – respeitarão a família, e a religião, querem processo e julgamento dos chefes da cidade e dinheiro para pagamento das tropas. Caxias, ao amanhece de 2 de junho, fora ocupada por 6.000 rebeldes.
Esse nosso Largo de São Sebastião prosaico, de barro batido, deveria assim, ter o carinho próprios aos locais sagrados da História de um povo. Que se montasse nele um monumento, uma pedra por exemplo, com a placa “Junho/1839. Guerra da Balaiada. Aqui se travou a batalha decisiva pela posse de Caxias”.
Todavia, para amargura de nós, caxienses, fala-se de um loteamento, já em curso, desse mesmo Largo de São Sebastião. Traduzindo – deixará de ser largo, de ser História, para ser ruas, conglomerados de casas um órgão a mais amputado dessa cidade tão histórica, tão merecedora de melhor tratamento. Por que esse loteamento? Estamos porventura, em situação de calamitosa para termos de vender nossas relíquias? Para que trocar nossa característica de cultura, de arte – manifesta em nossas igrejas seculares, em nossos casarões de pedra e cal, em tantos logradouros públicos – por construções de saber argentário, e sofisticado, que em vez de progresso, indica provincianismo enfatuado? Lotear o nosso Largo de São Sebastião é afogar ainda mais a cidade, já as voltas com a multiplicação demográfica. Por que não estende-la as áreas periféricas, como, inteligentemente, se vem fazendo em São Luís?
Sentimos, como bom caxiense, a aflitiva amargura da desfiguração de nossa bela Caxias. Aqueles bancos, amplos, de pura arte barroca, que caracterizam nossa Praça Gonçalves Dias, se foram em favor dos atuais sem nenhuma expressão especial. Suas palmeiras se findam e cachorros pelados lhe substituem os roseirais. O Morro do Alecrim, repositório de História está irreconhecível. O que cairá também, depois do Largo de São Sebastião?
Minas Gerais zela até as telhas das velhas casas de Ouro Preto. A Bahia tem ciúme de um pedaço de calçada do passado. Petrópolis gasta muito para salvar a presença das hortênsias nos jardins tradicionais. A Guanabara preferiu instalar um pisca pisca vermelho em uma velha arvore existente no centro da avenida do Exército, estreita e muitíssimo movimentada, para não sacrifica-la.
São exemplos. Que, nesta época de modificações inerentes ao desenvolvimento de Caxias, precisam ser lembrados. Progresso, sim, mas planejado, equilibrado, para não destruir o que se tem de bom”.
A falta de planejamento, ausência de tato com o bem patrimonial, ignorar o entorno monumental de rica história são costumes que ainda se mantém em Caxias. Em 1970 alguém já alertava esse tipo de intervenção em locais históricos, tirando sua história. Não o progresso, é a vaidade provinciana, como ele disse em seu artigo.
O texto de Hélio Nogueira deixa claro a sua preocupação com o recapeamento urbano de uma área histórica. A área do largo foi palco da maior batalha dentro de nossa cidade em que os caxienses tentaram de todas as formas, literalmente na mão, defende-la da invasão rebelde.  A esse ato heroico, não existe o reconhecimento do poder público a seu povo, como um monumento.
Nesse artigo já se fala do Morro do Alecrim como ‘irreconhecível’. Ele se refere ao loteamento realizado na década de 1960 pelo prefeito Aluísio Lobo. O largo foi loteado, criado a avenida General Sampaio, e parte das ruínas destruídas para construção de uma quadra de esportes. O que diria ele se soubesse da construção de uma monumental estátua de santo católico no solo sagrado de Fidié e Duque de Caxias?
Outros pontos da cidade
O largo de São Sebastião não é a única praça que não faz referência a sua história. A praça Vespasiano Ramos, reformada completamente ano passo, não tem nada que lembre o seu patrono. A Cândido Mendes é outra que tomada pelo tom religioso do templo católico da Matriz. Nela criou-se o aglomerado urbano da cidade e foi lido o ato de independência do Brasil. A praça de Nazaré no bairro Trizidela, onde nasceu a cidade de Caxias na ocupação indígena e posteriormente ocupada pelos jesuítas europeus, é outra que não traz nenhuma referência a nossa história.
Em Caxias não existem referências a Balaiada e muito menos a Independência. A rua 1º de agosto foi renomeada. Monumentos aos dois conflitos nos locais que ocorreram batalhas ou pontos estratégicos? Também não. No máximo escolas ou campos de futebol com nome do vitorioso Duque de Caxias.
O monumento a luta pela nossa Independia e a Balaiada não é uma mera ode aos vitoriosos heróis militares ou a revolta das camadas mais baixas da época. É acima de tudo o simbolismo da luta do caxiense, da bravura de nosso povo. Do alfaiate ao professor, do empregado ao proprietário, do soldado ao seu capitão.
Agora é o Morro do Alecrim se encontra ameaçado. O pouco que resta do chamado “centro histórico” respira por aparelhos. Se o projeto for adiante será a pá de cal no que sobrou da nossa história.
Nossa Caxias é rica em história e pobre, paupérrima mesmo, em memória
Libânio da Costa Lobo
Texto e imagem: Eziquio Barros Neto

terça-feira, 6 de junho de 2017

Homem que matou a mulher nas imediações do Mercado Central é preso pela Policia 


A Polícia Civil, por meio da 17ª Delegacia Regional de Caxias, divulgou a prisão do suspeito de assassinar uma mulher a facada. O crime aconteceu na tarde desta terça-feira (6), nas imediações do Mercado Central.

Segundo a polícia, o trabalho de investigações apontou Francisco de Jesus Moura (foto), vulgo "Chico Cara Cortada", como o autor do homicídio. Ele foi encontrado, no final da tarde, pela Polícia Militar no bairro Vila Arias e conduzido para o Plantão Central da Polícia Civil.

Na delegacia, "Chico Cara Cortada" confessou ter assassinado a mulher, acidentalmente. Conforme depoimento do autor, inicialmente a vítima teria dado um punhal para ele vender e dividir o dinheiro com ela. Depois, a vítima desistiu e foi tomar dele e, segundo ele, por acidente, o punhal atingiu a barriga dela.

"Acreditamos que essa versão não se sustenta, pois o golpe foi muito profundo, tanto que as vísceras saíram. Ele já é conhecido da polícia. Foi conduzido algumas vezes à delegacia por suspeita de furto", declarou o delegado regional da Polícia Civil, Jair Paiva.
Mulher é assassinada nas proximidades do Mercado Central 


Uma mulher, identificada como Netania Gaudi Aragão, de 43 anos, foi assassinada, na tarde desta terça-feira (6), por trás no Mercado Central, na avenida Djalma Machado. Ela foi morta com um golpe de faca na barriga.

A vítima foi socorrida por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas ela não resistiu e veio a óbito ao dar entrada na unidade de saúde.

O autor do homicídio já está identificado pela Polícia Civil. Diligências prosseguem com intuito de localizar e prendê-lo.

A motivação do crime ainda está sendo apurada pela polícia.

do Portal Noca